Estratégia

Por que tráfego não resolve tudo

Comprar mais tráfego é a resposta mais rápida, e quase sempre a mais cara, para o problema errado.

Por Igor Simas 5 min de leitura

Existe uma conta que toda operação de e-commerce deveria fazer antes de aprovar qualquer aumento de verba de mídia. Ela cabe num guardanapo:

Faturamento = sessões × taxa de conversão × ticket médio × frequência de compra.

Tráfego mexe em uma variável dessa equação. Uma. E é justamente a única que você precisa comprar de novo todos os meses, em leilões cada vez mais disputados, contra concorrentes com mais caixa que você.

Quem só cresce comprando tráfego não construiu um motor de crescimento. Assinou um aluguel, com reajuste mensal.

A matemática que ninguém faz na reunião de mídia

Considere uma operação com 100 mil sessões/mês, 1% de conversão e ticket de R$ 200. São R$ 200 mil de receita. Agora compare dois caminhos:

Conversão, ticket e recompra são alavancas que se acumulam. Tráfego é despesa que se repete. Operações maduras investem nas três primeiras antes de escalar a última, porque aí cada real de mídia rende mais.

Os sinais de que o seu problema não é tráfego

Quando tráfego é, sim, a resposta certa

Para ser justo: existe o momento de pisar fundo na mídia. É quando a base está pronta: conversão saudável, margem conhecida, CAC máximo definido, retenção funcionando. Aí tráfego deixa de ser aposta e vira torneira: você sabe exatamente quanto sai de cada real que entra.

A ordem importa. Primeiro o motor, depois o combustível. Quem inverte paga o erro em escala, e o leilão de mídia agradece.

Igor Simas
Igor Simas

Consultor de e-commerce e especialista em IA aplicada. 25+ anos transformando tecnologia em crescimento. LinkedIn